Embora ainda não conhecesse a comunidade cristã que havia na cidade de Roma, Paulo demonstrava sua estima por essa comunidade, na qual estava “desejando há muitos anos chegar […]” (Rm 15,23). A esperança do apóstolo se manifesta ao longo dos 16 capítulos que compõem a carta. Paulo mostra-se comprometido em apresentar que nossa grande esperança vem por meio da ação de Deus: “A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Rm 5,5) Ao assumir na cruz os pecados da humanidade, somos, por meio de Jesus Cristo, reconciliados. Esse processo de reconciliação nos permite olhar o mundo, em suas diversas realidades atuais, com um olhar diferente.
— mesmo em meio aos desânimos frequentes que o mundo nos apresenta! A salvação, um dos grandes temas da carta, vem por meio de Jesus Cristo. Contudo, o Salvador nos convida a viver, desde já, o Reino de Deus. Esse compromisso evangélico requer de cada um de nós firmeza na conversão e na opção. Uma maneira de fortalecer esse caminho é deixar-se reanimar pela esperança, por meio da leitura e meditação da Bíblia — ela, que é “fonte pura e perene de vida espiritual” (DV 21).